Saudade do amanhã

Quem nunca pensou que sentiria saudade com certeza aproveitou os momentos com pureza. Pois, quando queremos o amanhã, não vivemos o hoje.

Estive em muitos lugares com minha saudosa mãe Carmel e, mesmo mudando de casas e bairros durante longos anos, mantivemos uma certa alegria e laços por onde moramos. Um lar sempre será onde se sente bem. Uma família sempre será aquela que lhe acolhe e fornece um bom aconchego.
Minha mãe costumeiramente conseguia um invejável entrosamento com novos ambientes e pessoas. Algo que notavelmente chamava a atenção para sua resiliência. Um sorriso cabia em qualquer lugar.

Certo dia ouvi alguém perguntar o motivo de seus assobios após um longo dia de trabalho. “Oras, estou apenas feliz”, dizia.
Realmente se vivermos de bem com nossas vidas, não importa o bairro, cidade, país ou tipo de casa, e sim como estamos vivendo e com quem. Sozinhos ou acompanhados.
Mas uma coisa minha mãe me ensinou: quem canta seus males espanta.
Sorria, você está no seu presente.

Por Henrique Braz Rossi
@henriquebrazrossi http://www.henriquebrazrossi.com
Jornalista, publicitário, empreendedor, escritor, músico, escoteiro, esposo e pai de dois meninos.

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